20 de mar de 2012

Marcas que sua avó já usava

Primeiro produto da Nestlé a ser fabricado no Brasil, o leite condensado Moça deu nome a uma linha que hoje possui outros 17 produtos em cinco categorias diferentes, incluindo pudins, docinhos prontos, biscoitos, sorvetes, chocolates e cereais matinais.
Importado dos Estados Unidos desde 1890, o leite condensado trazia o nome em inglês no rótulo: “Milkmaid”. Por ser difícil de pronunciar, os consumidores pediam pelo produto como “leite da moça”,  em referência ao desenho da camponesa que ilustrava as embalagens.
Em 1921, quando a primeira fábrica da Nestlé foi inaugurada no Brasil, em Araras (SP), a moça da embalagem já era tão expressiva que o leite condensado da Nestlé, agora produzido no país, passou a estampar no rótulo “Leite Condensado Marca Moça”.
Fundada em 1870 no Rio de Janeiro, a Granado foi uma das fornecedoras oficiais de produtos farmacêuticos para a Família Real no Brasil.
Entre 1887 e 1940, a marca era divulgada por meio do almanaque “Pharol da Medicina”, editado por seu fundador, José Antônio Coxito – hoje, a farmácia é presidida por Christopher Freeman. Em 2004, já sob seu comando, a empresa incorporou a Phebo.
A partir de 2007, a Granado começou um reposicionamento de mercado pelo qual lançou novos produtos, mudou a identidade visual – desde o logotipo até as embalagens -, e criou kits e produtos mais sofisticados, de maior valor agregado, como esfoliantes e manteigas corporais. Foi nessa época que o antigo almanaque voltou a ser impresso, com o mesmo propósito inicial.
Inicialmente um líquido leitoso feito de álcool e cânfora, o Leite de Rosas nasceu em 1929 e já na década de 30 fez dos patrocínios uma forte ferramenta de marketing, expondo a marca em grandes eventos e contratando celebridades do rádio e da TV para campanhas.
Carmem Miranda e sua irmã, Aurora, foram algumas das primeiras garotas-propaganda do hidratante, que afirma ter sido a primeira marca a usar anúncios coloridos e a mostrar moças usando biquinis em anúncios.
Na década de 60, a embalagem, antes de vidro, passa a ser de plástico e na cor branca, com texto em rosa. Logo depois, o jogo de cores é invertido, e a embalagem ganha destaque nas prateleiras.
Uma retomada agressiva no investimento em marketing na década de 80 rejuvenesce o Leite de Rosas, direcionando-o também para classes de menor poder aquisitivo, ganhando uma parcela maior da população.
A Phebo foi fundada em 1930, no Belém do Pará. Seu primeiro produto – e um dos mais tradicionais – foi um sabonete oval e escuro. Em 1988 a marca foi vendida para a multinacional Procter&Gamble, e em dezembro de 1998 passou para as mãos da americana Sara Lee, voltando para solo brasileiro em 2004, quando foi adquirida pela Granado.
O condicionador Neutrox chegou ao mercado em 1974, quando ainda se usava a terminologia “creme rinse”. Desde sua primeira aparição nas prateleiras, a embalagem do produto não é conhecida de outra forma: tampa vermelha e frasco cilíndrico.
Por três décadas, Neutrox se manteve líder de vendas no segmento de tratamento para cabelo. Mesmo com uma marca expressiva, a necessidade de uma renovação para se aproximar das novas gerações era emblemática em 2006. Começava aí um processo de revitalização de toda a linha de produtos, com novas fragrâncias e embalagens mais modernas e vibrantes.
Hoje com quase 100 anos, a pomada Minancora passou por apenas uma mudança, em 1992, quando a embalagem de metal foi substituída pela de plástico. A fórmula nunca foi alterada.
Registrada em 1915, o produto antisséptico levou esse nome por ser uma mescla dos termos “Minerva”, a deusa grega da sabedoria, e âncora, palavra que se referia à escolha do farmacêutico português Eduardo Augusto Gonçalves, o criador da fórmula da pomada, em permanecer morando em solo brasileiro.
A Latícinios Aviação começou em 1920, com a fabricação de secos e molhados em São Paulo e de laticínios – em especial a manteiga em lata -, em Minas Gerais.
Fundada por Antonio Gonçalves, Oscar Salles e Augusto Salles, a marca é uma homenagem às primeiras empresas de navegação aérea que se instalavam no Brasil na época.
O grupo manteve a dupla atividade até 1975, quando decidiu fechar o negócio de São Paulo e se concentrar na fabricação da manteiga e derivados do leite.
Estampando hoje um avião trimotor na lata de cor laranja, o produto inicialmente trazia um biplano monomotor com símbolo. A modificação aconteceu para modernizar a marca.
A marca Maizena começou a ser vendida no Brasil em 1874, importada da Corn Products Company (CPC), dos EUA. Aqui, é fabricada desde 1930, quando a Refinações de Milho Brasil, subsidiária da CPC, abre uma fábrica em São Paulo.
O produto ficou conhecido principalmente entre as donas de casa e, em seu início, como produto para alimentação infantil.A partir de 1970, porém, as propagandas começam a divulgar receitas de pratos salgados, para dissolver essa crença e pulverizar o uso do amido.
Maizena esteve presente em ações de patrocínio desde 1950, quando deu nome ao programa “Sabatinas Maizena” na recém-inaugurada TV Tupi. Entre 1994 e 1995, patrocinou a Seleção Brasileira de Futebol Feminino.
Via: Exame
 

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